Cecília Cândido Duarte estava no carro com o padrasto em São José de Mipibu quando criminosos atiraram contra o veículo; caso choca a região
Por Jardel Cassimiro, para a Revista Correio 101
A cidade de São José de Mipibu, na região metropolitana de Natal (RN), está em luto profundo após a morte trágica de Cecília Cândido Duarte, de apenas 7 anos. A menina foi fatalmente atingida por um disparo de arma de fogo na noite de sábado, 25 de outubro, enquanto voltava para casa após um culto com seu padrasto.
O incidente, que reflete a brutalidade da violência local, ocorreu na estrada que liga o município a Nísia Floresta.
Segundo o relato do padrasto às autoridades, o carro em que estavam foi subitamente interceptado por quatro homens que saíram de um matagal à beira da estrada. Pelo menos dois dos indivíduos estavam armados.
Assustado, o motorista não parou o veículo, tentando escapar da abordagem criminosa. Em resposta, os homens abriram fogo contra o carro em movimento.
Cecília, que estava no banco de trás, foi atingida por um dos disparos, que perfurou a lataria do veículo. O padrasto relatou que só percebeu que a enteada estava ferida quando já se aproximava de casa.
Em desespero, ele conduziu a menina imediatamente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São José de Mipibu. A equipe médica tentou reanimá-la, mas Cecília não resistiu. O laudo inicial indicou que o tiro atingiu o pulmão.
A notícia abalou a comunidade. A Prefeitura de São José de Mipibu publicou uma nota oficial de pesar, expressando solidariedade e pedindo "forças divinas" à família neste momento de dor indescritível.
A escola onde Cecília estudava também lamentou a perda, descrevendo-a como uma "presença luminosa", uma criança capaz de "transformar o ambiente com seus sorrisos e sua doçura".
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu um inquérito para investigar o crime. As autoridades trabalham para identificar e prender os autores dos disparos. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.
Enquanto a investigação prossegue, a comunidade tenta lidar com o vazio deixado por uma criança cuja vida foi interrompida de forma tão violenta, simbolizando a fragilidade da inocência diante da insegurança que assola a região.
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