Antônio Custódio, desaparecido desde 10 de outubro em Mandirituba, foi visto com um suspeito pouco antes de sumir; família vive angústia por respostas
Por Jardel Cassimiro, Para a Revista Correio 101
MANDIRITUBA, Paraná — O desaparecimento de um idoso de 72 anos em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, transformou-se em um complexo quebra-cabeça para a Polícia Civil do Paraná. Antônio Custódio está desaparecido desde o dia 10 de outubro, e o caso, que começou com a cobrança de uma dívida, agora envolve um carro incendiado e um suspeito flagrado por câmeras de segurança.
A família de Custódio vive há duas semanas uma angústia crescente. Segundo relatos, ele saiu de casa na manhã do dia 10 com o objetivo de cobrar uma dívida substancial, estimada em cerca de R$ 100 mil, de um rapaz a quem havia emprestado o dinheiro. Foi a última vez que o viram.
O devedor foi localizado e ouvido pela polícia. Ele confirmou a existência do empréstimo, mas alegou aos investigadores que já havia quitado o valor devido a Antônio Custódio.
O caso ganhou contornos sinistros dias depois, quando o carro do idoso foi encontrado completamente destruído por um incêndio. O veículo estava em uma área rural isolada no município de Campo do Tenente, a aproximadamente 50 quilômetros de Mandirituba, onde Custódio foi visto pela última vez. A perícia realizada no local não encontrou vestígios humanos dentro do automóvel, reforçando a hipótese de que ele foi levado para outro lugar antes de o veículo ser incendiado.
A investigação da Polícia Civil avançou com a análise de imagens de câmeras de segurança. Os vídeos registraram Antônio Custódio conversando com um homem pouco antes de seu desaparecimento. Este homem é agora considerado o principal suspeito no caso.
A suspeita se intensificou após uma denúncia anônima informar à polícia que o mesmo indivíduo foi visto, no mesmo dia do desaparecimento, comprando cinco litros de gasolina em um posto de combustíveis da região, um indício que a polícia acredita estar diretamente ligado ao incêndio do carro.
Enquanto as autoridades afirmam estar próximas de uma conclusão para o caso, a família de Antônio Custódio clama por informações. “Estamos sem chão, tentando entender o que aconteceu. Quanto mais o tempo passa, mais aumenta o nosso desespero”, desabafou a filha do idoso em entrevista a veículos locais.
O mistério que cerca o desaparecimento de Antônio Custódio joga luz sobre a vulnerabilidade da população idosa e a urgência de uma resposta rápida das autoridades em casos que apresentam fortes indícios de crime. Para a família, cada dia de silêncio é uma batalha contra a incerteza e a dor.
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