Vítima, ainda não identificada, apresentava lesões na cabeça e hematomas. Moradores relataram barulhos durante a madrugada, e a Polícia Civil investiga o caso como homicídio.
Por Jardel Cassimiro para a Revista Correio 101
A manhã desta segunda-feira (27) foi marcada por uma descoberta sombria na zona norte de Manaus. O corpo de uma mulher, ainda não identificada, foi encontrado com evidentes sinais de agressão em uma garagem aberta na Rua dos Maçaricos, localizada no Conjunto Fazendinha. O caso mobilizou a Polícia Civil e Militar, que agora investigam um provável homicídio.
O alerta foi dado por volta das 8h30. Segundo o registro da Polícia Civil, o proprietário de um veículo que utiliza a garagem foi quem se deparou com a cena. Ao se dirigir ao seu carro, ele percebeu o corpo da vítima caído atrás do automóvel e acionou imediatamente as autoridades.
A Polícia Militar foi a primeira a chegar ao local, realizando o isolamento da área para preservar a cena do crime e garantir o trabalho da perícia técnica.
A vítima é uma mulher estimada pela perícia como tendo entre 27 e 28 anos. O exame preliminar realizado pelos peritos criminais no local constatou duas lesões significativas na cabeça — uma na testa e outra em uma região próxima. Além dos ferimentos cranianos, a mulher apresentava múltiplos hematomas (equimoses) nos braços, indicando que ela pode ter sido agredida antes de morrer.
A equipe de perícia foi categórica ao afirmar que as lesões encontradas são "compatíveis com homicídio", descartando, inicialmente, a hipótese de morte acidental ou natural no local.
O crime silencioso pode ter ocorrido horas antes da descoberta. Testemunhas e moradores das proximidades relataram à polícia que ouviram barulhos incomuns vindos da rua por volta das 3h30 da madrugada. No entanto, devido ao horário e à falta de visibilidade, ninguém conseguiu identificar a origem exata ou a natureza dos sons.
Um fato que intriga os investigadores é que, até o momento, nenhum morador do bairro reconheceu a vítima. A polícia trabalha com a hipótese de que ela não residia na área imediata ou que foi levada ao local após as agressões.
O corpo foi removido pela equipe do Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia. Este procedimento será fundamental para determinar a causa exata da morte, identificar o possível instrumento utilizado no crime e estimar o tempo preciso que o corpo permaneceu na garagem.
O caso foi registrado e está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) de Manaus, que já iniciou as diligências para, primeiramente, identificar a vítima e, em seguida, localizar os responsáveis pelo assassinato.
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