Junqueiro Registra Pior Gestão Fiscal de Alagoas e Uma das Piores do Brasil, Aponta Índice Firjan

Junqueiro Registra Pior Gestão Fiscal de Alagoas e Uma das Piores do Brasil, Aponta Índice Firjan
Junqueiro Registra Pior Gestão Fiscal de Alagoas e Uma das Piores do Brasil, Aponta Índice Firjan — Foto: Reprodução / São Miguel Web

Com nota 0,1367, município é classificado com “gestão crítica” e amarga a última posição no estado e a 5.104ª no ranking nacional, revelando colapso nas contas públicas.

Por Jardel Cassimiro Para a Revista Correio 101

O município de Junqueiro, localizado no Agreste alagoano, apresentou o pior desempenho fiscal de Alagoas e um dos piores de todo o país, de acordo com o mais recente Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF 2025). O estudo, conduzido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) com base em dados oficiais do Tesouro Nacional, atribuiu ao município a nota 0,1367, classificando-o na faixa de “gestão crítica”, a mais baixa da escala de avaliação.

O resultado desastroso posiciona Junqueiro no 5.104º lugar no ranking nacional e em último entre os 75 municípios alagoanos que tiveram suas contas analisadas pela federação. Outras cidades do estado ficaram fora da avaliação por não terem enviado as informações fiscais necessárias à Secretaria do Tesouro Nacional, mas entre os avaliados, Junqueiro ocupa a lanterna.

A análise detalhada dos indicadores revela a gravidade da situação. O IFGF Autonomia, que mede a capacidade de uma prefeitura financiar sua própria estrutura administrativa com receitas geradas localmente, foi de apenas 0,0395. O número evidencia uma dependência extrema de transferências de recursos federais e estaduais para manter a máquina pública funcionando.

Pior ainda, os indicadores de Liquidez e Investimentos ficaram zerados (0,0000). Isso significa que, ao final de 2024, a prefeitura não possuía recursos em caixa para cobrir despesas de curto prazo e, ao mesmo tempo, não realizou qualquer investimento em infraestrutura ou na melhoria de serviços públicos para a população.

A discrepância em relação a outras esferas é gritante. Enquanto a média nacional do IFGF foi de 0,6531, considerada “boa gestão”, e a média de Alagoas foi de 0,4050, o índice de Junqueiro foi quase cinco vezes inferior, sinalizando o que os especialistas da Firjan descrevem como um colapso na gestão fiscal local.

Em seu relatório, a Firjan alerta que o município enfrenta sérias dificuldades para equilibrar suas receitas e despesas, honrar compromissos financeiros e planejar ações futuras. O desempenho pífio em todos os indicadores, segundo a entidade, é um reflexo de desorganização fiscal, baixa eficiência administrativa e uma completa ausência de planejamento estratégico.

Ironicamente, o péssimo resultado de Junqueiro contrasta com o cenário nacional. O relatório da Firjan destaca que o Brasil vive uma "era de ouro" das finanças municipais, impulsionada por um aumento significativo de receitas e repasses. No entanto, a federação adverte: sem planejamento e gestão competente, o ganho fiscal não se traduz em desenvolvimento real para os cidadãos.



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